Cidade recebe ação de combate ao câncer de pele
Cidade recebe ação de combate ao câncer de pele
 
Imagem: Tininho Jr.
Saúde: A Dra. Rita Leão Clara destacou que prevenção é fundamental.
A  Liga  de  Dermatologia  da  Faculdade  de  Ciências  da  Saúde  –  Dr.  Paulo  Prata
(Facisb), em uma ação simultânea em todo o país, realizou o Dia C Contra o Câncer
da  Pele.  O  evento  foi  realizado  no  Ambulatório  Médico  de  Especialidades  (AME)
clínico em Barretos, que contou gratuitamente com atendimento médico e orientações
de estudantes e profissionais, desde a manhã até a tarde de ontem. A dermatologista
Rita Leão Clara (CRM 78223), médica do AME, participou da ação e destacou a
importância de difundir o tema para a população.
 
O  Diário:  Qual  o  objetivo  do  Dia  C  Contra  o  Câncer  da  Pele?
Dra.  Rita  Leão  Clara:  A  campanha  de  prevenção  ao  câncer  de  pele  é  nacional,
promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, que visa como principal fator o
reconhecimento e identificação de lesões cancerosas de pele. O câncer de pele é um
dos cânceres de maior incidência no mundo, sendo que a própria pele é um dos
maiores órgãos. E visando a importância da proteção solar, já que vivemos em um
país tropical, que a incidência da radiação ultravioleta é praticamente alta durante todo
o  ano,  temos  focado  no  fato  da  importância  desta  fotoproteção  e  de  identificar
precocemente as lesões que são potencialmente curáveis, que é o diagnóstico bem
tranquilo. Infelizmente, muitos pacientes evoluem com uma neoplasia, às vezes de
grau avançado, com níveis de mutilação importantes, porque não têm acesso ao
diagnóstico precoce e à eliminação destas lesões.
 
O  Diário:  De  que  forma  é  trabalhada  a  prevenção  ao  câncer  de  pele?
Dra. Rita Leão Clara: Orientamos sempre o uso da fotoproteção, que precisa ser
contínua, independente de estar ou não exposto, mesmo em ambientes fechados.
Sabemos que a radiação ultravioleta, existe a do sol que é a mais importante, mas
hoje também se coloca a importância das lâmpadas, que também têm uma influência
de ação do ultravioleta, do próprio computador e do celular. Então, independente das
pessoas estarem expostas à luz do sol, têm que aplicar o filtro, pelo menos, a cada
quatro ou cinco horas. E desde jovens, orientamos os pais, porque as crianças hoje
são  os  veiculadores  maiores  da  importância  de  usar  o  filtro.  Porque  já,  desde  a
infância, essa ação do ultravioleta é o que vai determinar no futuro o aparecimento ou
não das lesões pré ou neoplásicas, que são cancerosas. Focamos na proteção, não
somente no filtro, mas nos recursos como a roupa e chapéu, que falamos que são
fatores de fotoproteção. Além de evitar os horários críticos de sol, no Horário de Verão,
das 11 às 16 horas, que é o maior índice de ultravioleta D, que é a radiação que dá os
cânceres mais superficiais e, além disso, usando os recursos que nós temos além do
filtro.
 
O Diário: O verão, com a maior exposição solar e período de férias, requer maiores
cuidados?
Dra. Rita Leão Clara: No período de férias, acreditamos que as pessoas acabam se
expondo mais também, porque vão para lugares mais abertos, como campo e praia,
mas vemos que muitas pessoas que nunca nem tiveram acesso a isso, de irem a praia
ou clube, aparecem com lesões, porque se expõem no dia a dia. O sol tem este efeito
cumulativo. De imediato, às vezes, quando você se expõe em uma intensidade muito
alta e o máximo que vai acontecer é ter uma queimadura solar, ficar com a pele
vermelha. A questão é que a radiação do sol lesa o DNA da célula e esta lesão,
quando você envelhece, pela dificuldade de reparo neste dano, acaba desenvolvendo
uma  alteração  que  leva  à  neoplasia.  Por  ser  cumulativo,  fica  a  importância  da
prevenção precoce, independente de estar mesmo em ambientes de menos exposição
e incidência solar, com baixas temperaturas, você tem a manifestação do ultravioleta.
 
O Diário: Pintas e manchas diferentes das habituais podem ser sintomas de câncer de
pele?
Dra.  Rita  Leão  Clara:  Todas  as  pessoas  que  apresentam  lesões  pigmentares,
enegrecidas, pretas, castanhadas e vermelhas, é interessante de primeira mão fazer
uma avaliação. Infelizmente, a pessoa leiga não tem a capacidade de interpretar se
aquela lesão é ou não potencialmente perigosa. E principalmente, se estas lesões
aparecem de repente. Às vezes, algumas lesões que aparentamos desde a infância,
muitas pessoas se preocupam muito mais e elas podem não ser tão potencialmente
perigosas. Principalmente, as que aparecem rápido, têm uma evolução, apresentam
coceira, ardência, sangramento,  podem estar em áreas de atrito,  plantas de pés,
barbas, que pode ser uma lesão benigna, mas que tem um potencial de modificar e se
transformar também. Não é só a radiação ultravioleta o principal fator. Há os casos na
família, pessoas que têm predisposição genética, com antecedentes de pais e avós,
pele clara também predispõe ainda mais e coloração do olho. Falo sempre aos meus
pacientes,  principalmente  aos  de  pele  clara,  que  se  expõem  sempre  sem  uma
fotoproteção adequada, que é fatídico que terão câncer de pele, principalmente se
tiverem queimadura, uma lesão vermelha que recorreu ou com bolha, é muito provável
que no futuro apresentem alguma lesão suspeita e evoluam para um câncer.
 
Fonte:  http://www.odiarioonline.com.br/noticia/59286/CIDADE-RECEBEACAO-DE-COMBATE-AO-CANCER-DE-PELE
 
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